Nunca antes senti-me tão estranho para falar na minha vida!
Foi surpreendente como todos me olhavam com atenção, como o silêncio invadiu o local de maneira rápida e sútil. Era, ao menos, o que me parecia.
Estava sentado na minha cadeira, ao lado das minhas amigas, quando chamaram-me. Eu já havia perdido a noção do tempo. Já não me lembrava mais de que a minha hora chegaria. Quando meu nome foi proferido, o momento pegou-me de surpressa e todo o nervosismo que antes estava fora de mim, tomou-me como se eu fosse propriedade dele.
Levantei-me a todo custo. Andar foi díficil, sendo que eu já estava nervoso pelo momento e ainda tinham todas as quinhentas pessoas que me olhavam, inclusive a minha família. Fui até a bancada, acho que é este o nome, e recebi de uma das minhas professoras mais queridas o microfone para falar.
A situação fez-me esquecer os cuprimentos adequandos que a ocasião pedia e eu atropolei-os de forma sutil, pulando diretamente para os agradecimentos que estavam escritos juntamente com o meu discurso. Nesse momento aconteceu uma coisa que eu não esperava, minha voz saiu de maneira calma e suave. As palavras foram proferidas por mim de forma ritmada e lenta. Foi como se tudo fosse normal, fisesse parte da minha rotina.
Os cinco minutos que eu havia planejado e estudado haviam passado bem mais rápido do que imaginara. Quando vi, as últimas linhas do discurso já haviam chegado. Li os agradecimentos finais, recebendo, em seguida, uma salma de palmas de todos os convidados e formandos presentes. Acho que devo ter ficado vermelho, estava com tanta vergonha que queria enterar-me naquele momento.
Novamente andei de forma estranha, ainda na pressão de todos estarem olhando-me e sendo ainda pior porque estava vendo todos olharem-me. Respirei fundo e sentei-me novamente, recendo da minha amiga um elogio que ela conseguiu resumir em uma única palavra: "Acaba".
Ela fez-me sorrir e deu-me alivio, vi neste momento que fui aprovado.
Foi surpreendente como todos me olhavam com atenção, como o silêncio invadiu o local de maneira rápida e sútil. Era, ao menos, o que me parecia.Estava sentado na minha cadeira, ao lado das minhas amigas, quando chamaram-me. Eu já havia perdido a noção do tempo. Já não me lembrava mais de que a minha hora chegaria. Quando meu nome foi proferido, o momento pegou-me de surpressa e todo o nervosismo que antes estava fora de mim, tomou-me como se eu fosse propriedade dele.
Levantei-me a todo custo. Andar foi díficil, sendo que eu já estava nervoso pelo momento e ainda tinham todas as quinhentas pessoas que me olhavam, inclusive a minha família. Fui até a bancada, acho que é este o nome, e recebi de uma das minhas professoras mais queridas o microfone para falar.
A situação fez-me esquecer os cuprimentos adequandos que a ocasião pedia e eu atropolei-os de forma sutil, pulando diretamente para os agradecimentos que estavam escritos juntamente com o meu discurso. Nesse momento aconteceu uma coisa que eu não esperava, minha voz saiu de maneira calma e suave. As palavras foram proferidas por mim de forma ritmada e lenta. Foi como se tudo fosse normal, fisesse parte da minha rotina.
Os cinco minutos que eu havia planejado e estudado haviam passado bem mais rápido do que imaginara. Quando vi, as últimas linhas do discurso já haviam chegado. Li os agradecimentos finais, recebendo, em seguida, uma salma de palmas de todos os convidados e formandos presentes. Acho que devo ter ficado vermelho, estava com tanta vergonha que queria enterar-me naquele momento.
Novamente andei de forma estranha, ainda na pressão de todos estarem olhando-me e sendo ainda pior porque estava vendo todos olharem-me. Respirei fundo e sentei-me novamente, recendo da minha amiga um elogio que ela conseguiu resumir em uma única palavra: "Acaba".
Ela fez-me sorrir e deu-me alivio, vi neste momento que fui aprovado.



